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CABARÉ DOS AFETOS

Release

Cia da Pegada e o Grupo Desabafo Coletivo

apresentam

 CABARÉ DOS AFETOS

Concepção e produção:

Flávio Falcone e Vanessa Carvalho

Todo sábado, à meia noite, no Espaço Parlapatões

Unindo teatro e circo o espetáculo Cabaré dos Afetos é uma parceria entre a Cia da Pegada e o grupo de teatro Desabafo Coletivo. A Companhia da Pegada é um núcleo de pesquisa em circo que atua em São Paulo desde 2014, formada pelos artistas Flávio Falcone e Victor Abreu. O Desabafo Coletivo foi fundado em 2010, pela atriz Vanessa Carvalho e pela musicista Estela Carvalho, e tem como objetivo investigar a relação do ser humano contemporâneo com o feminino através de espetáculos interativos que integram diversas linguagens artísticas como música, dança, culinária, audiovisual, narração de histórias e teatro.

No primeiro semestre de 2018 a Cia da Pegada realizou o Cabaré do Dr D, abordando as temáticas do machismo e da homofobia no Circo. Acalorada discussão se deu nas redes sociais e constatou-se que esses conceitos precisam ser melhor esclarecidos e debatidos. Ao falar sobre o assunto, muitas histórias vieram à tona, como a vivência de mulheres que se sentiram desrespeitadas e objetificadas durante audições para espetáculos de circo. No mesmo período, o Desabafo Coletivo iniciava a pesquisa para seu novo espetáculo A Noiva que fala sobre a instituição do casamento, sua relação com a propriedade privada e com o controle do corpo da mulher.

Desse encontro nasceu a vontade de juntar estética e afeto num cabaré de variedades. “Acreditamos que nesse momento histórico a heteronormatividade dos números pode deixar de ser regra e dar lugar para que cada artista seja genuíno em cena” afirmam Flavio Falcone e Vanessa Carvalho, idealizadores do projeto.

Em Cabaré dos Afetos o Circo e o Teatro se unem para ampliar esse debate. Entre os artistas convidados estão poetas, performers, atrizes e atores, acrobatas, dançarinos e dançarinas, palhaços e palhaças, cantoras e cantores, trans e cis, héteros e homossexuais, além de Mc´s moradores da região da Cracolândia. “Sabemos que o machismo e a LGBTQfobia estão presentes em toda a sociedade, com as artes não é diferente. Não faltam denuncias contra diretores de teatro, músicos, atores famosos da TV. Esse assunto ainda levanta muita polêmica e no momento atual é importante que seja debatido, com toda liberdade, para que possamos nos fortalecer e combater essa mentalidade que ainda acredita que esse tipo de assédio seja normal. A humanidade parece caminhar para uma mudança de paradigmas sem precedentes, onde as ditas minorias ganham voz, ocupam seus lugares de representação, descobrem seu poder. Em contraponto, o conservadorismo ganha força, fazendo com que espetáculos como o Cabaré dos Afetos sejam cada vez mais necessários para que os avanços continuem acontecendo. Não tem mais volta, as mulheres saíram de dentro de casa, as LGBTQs saíram dos armários”, comenta Vanessa.

Entre os convidados do espetáculo estão artistas que vivem na região conhecida como cracolândia, no centro de São Paulo. “São usuários em tratamento que fazem parte de um projeto de utilização da arte como “porta de saída” da cracolândia. Todos que participam do projeto estão em fases diferentes do tratamento” conta Flavio que é psiquiatra e desenvolveu metodologia única onde utiliza a arte circense como ferramenta para os processos de tratamento de dependentes químicos.

 

Sobre o Grupo Desabafo Coletivo

Fundado em 2010, pela atriz Vanessa Carvalho e pela musicista Estela Carvalho, o grupo tem como objetivo investigar a relação do ser humano contemporâneo com o feminino através de espetáculos interativos que integram diversas linguagens artísticas.

Seu repertório é composto pelos espetáculos:

“Desabafo Experimento Cênico”: baseado no arquétipo tríplice da Deusa (virgem, mãe e avó) o publico é dividido em três grupos e só volta a se encontrar no final, quando é servido um jantar (2011 a 2013);

“Contos do Sagrado Feminino para Crianças”: projeto de narração de histórias que adapta as narrativas Vasalisa, a Sabida, Sapatinhos Vermelhos, Pele de Foca e Mulher Esqueleto, presentes no livro Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa P. Estés, para o público infantil. Vem sendo apresentado desde 2014;

Atualmente o grupo está em processo de montagem de seu novo espetáculo, provisoriamente chamado “A Noiva”. Nesse trabalho o foco da pesquisa é a instituição do casamento, sua relação com a propriedade privada e com o controle do corpo da mulher. Como parte do processo criativo, estão sendo realizadas palestras sobre o assunto com mulheres representantes de diferentes lugares de fala. Foram realizadas: O Casamento no Imaginário Humano: Mitos, Contos de Fada e Novelas com as autoras do livro O feminino e o sagrado: mulheres na jornada do herói Bia Del Picchia e Cristina Balieiro (11/05/2018); O Casamento e a Mulher Negra com a jornalista e coordenadora do corpo de dança do grupo Ilu Obá De Min Christiane Gomes e a pedagoga e sacerdotisa de candomblé Iya Efun Lade Jikú (16/06/2018); e O Casamento e a Mulher Indígena com a antropóloga Betty Mindlin e a liderança indígena Jerá Guarani (26/07/2018).

A próxima palestra será sobre O Casamento e a Mulher LGBTQ com a cartunista Laerte Coutinho e a percursionista e diretora do grupo Ilu Obá De Min Elisabeth Belisário, com data ainda a definir.

Sobre Flávio Falcone

Psiquiatra formado pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. Em sua prática profissional, desenvolveu metodologia única que utiliza a arte circense como ferramenta para os processos de tratamento psiquiátrico. Atuou como palhaço, em enfermaria psiquiátrica, no Hospital Municipal Tide Setúbal e no Hospital Vera Cruz. Desenvolveu trabalho de grupo com pacientes do CAPS-AD de São Bernardo do Campo, que resultou na “Nó Cego Cia de Palhaços”. Desenvolve projeto de prevenção ao uso problemático do álcool e comportamentos associados em todas as unidades da Unesp. Realizou intervenções de palhaço pelo Programa “De Braços Abertos”, da Prefeitura de São Paulo, junto aos usuários de crack na região central da cidade. Por este trabalho, foi indicado ao “Prêmio Cidadão São Paulo – 2014”, promovido pelo site “Catraca Livre”.  Atualmente trabalha no Programa Recomeço, na região da cracolândia, onde desenvolve os projetos “Cabaré do Palhaço” e “Rádio Helvétia”.

Palhaço formado por Cristiane Paoli Quito e Sílvia Leblon. Atuou e concebeu os espetáculos “A Culpa é da Vizinha” (2011); “Circo Geral das Galáxias” (2012) ; “Circo Negro” (2013); “Cabaré do Triunfo”. Atua no espetáculo “Na Estrada” (2014), do Circo Amarillo. Fundador da Cia. da Pegada, onde atua nos espetáculos “O Filho Daquela Lá (2015); “Andarilho” (2016) e “Cabaré do Dr. D” (2017).

Acrobata formado por Victor Abreu e Jean Paulo Galinsky (Circo do Capão). É portour de mão-a-mão e acrobacias coletivas, como canastilha e adágio. Criou os números circenses “La Traviata”(2014), “O Domador e a Besta” (2016) e “AlfaBeta”(2016).

Bailarino formado por Diogo Granato e Tica Lemos. Desde 2006, intérprete do grupo “Silenciosas”, dirigido por Diogo Granato. Apresentou “Metalinguagem1” (2006); “Aceleração e Amnésia” (2007); “O Retorno do Cavaleiro das Trevas” (2008); “Improvisos” (2009); “Dançando na Cidade” (2010); “Solos de Duos” (2011); “Stardust” (2012); “Pessoal e Intransferível” (2013); “Primeiras Estórias” (2016/2017).

 

Sobre Vanessa Carvalho

Atriz, narradora de histórias, poeta, produtora e taróloga.

Atualmente faz parte do coletivo de mulheres poetas Senhoras Obscenas e teve um de seus poemas publicados na antologia “Damas entre Verdes” (2018). Também é integrante do Dionísias- grupo de estudos sobre feminismo da Cia do Tijolo e do grupo de cultura afro Ilu Obá De Min.

Formada em 2002 pela Escola de Teatro Ewerton de Castro, estudou interpretação no Jean Shelton Actor’s Lab, Califórnia, entre 2003 e 2005. Foi artista-pesquisadora do grupo Terreiro de Investigações Cênicas: Teatro, Ritual, Brincadeiras e Vadiagens, coordenado pela Profa. Doutora Marianna Monteiro, do Departamento de Artes Cênicas da Unesp entre 2014 e 2017.

Em 2010, ao lado da musicista Estela Carvalho, fundou o grupo de teatro Desabafo Coletivo.

Fez parte do elenco fixo do grupo Teatro VentoForte, dirigido pelo mestre Ilo Krugli, entre 2011 e 2013, onde participou dos espetáculos “Ladeira da Memória ou O Labirinto de Januário”, “O Mistério do Fundo do Pote”, “As Quatro Chaves  e História de Lenços e Ventos”.

Foi integrante da cia de dança Minik Momdó, dirigida por Maria Mommensohn, entre 2007 e 2010, onde participou dos espetáculos “Oco”, “Nus Vestidos”, “PolisSemos” e “Do Brás à Luz- duas Instalações e um Percurso”.

Entre seus principais trabalhos no teatro estão: “Paixoei ou Diários da Floresta”, com o grupo Lux in Tenebris (2016); “Le Devin Du Village”, com direção de Dagoberto Feliz (2012); “Cielo Arte”, com a companhia catalã La Fura Dels Baus (2010); “Musica Molhada – performance aquática” (2010); “O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado”, com a Cia São Jorge de Variedades (2007 a 2010); “Urubu” (2009); “Love ’n’ Blembers”, com direção de Georgette Fadel (2009); “Hamlet-Gasshô”, com direção de Rubens Ewald Filho (2007); “We are the world” (2006); “Crazy Cabaret” (2006); “Free Your Mind”, com direção de Jay Smith (2005).

No Cinema atuou nos filmes: “Histórias & Estórias” de Vicentini Gomez (2017); “Um Homem Qualquer” de Caio Vecchio (2009) e “Sindromânica” de Vicentini Gomez (2007).

 

Ficha Técnica

Concepção e produção: Flávio Falcone e Vanessa Carvalho

Músicos Convidados: Jorge Valente e Giulia Valentim

Artistas Convidados: Alba Brito, Andréa Macera, Ariane Artioli, Caco Pontes, Edson Gonçalves, Giovanna Velasco, Gisela Lourenção, Fabio Venturini, Fran Marinho, Irmãs Cola, Kadu Mendes, Lua de Morais, MC KawX, Mc Meia Noite, Rafael Munhoz, Sandra X e Vulcânica Pokaropa

Iluminação: Ricardo Silva

Foto: Ariane Artioli

Assessoria de imprensa: Morente Forte

 

 

 

 

 

Serviço

CABARÉ DOS AFETOS

Espaço Parlapatões (100 lugares)

Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação

Informações: (11) 3258-4449

Bilheteria: Terça a quinta das 16h as 21h; sexta e sábado 16h a meia-noite, domingo 16h às 20h. Formas de Pagamento: Dinheiro e todos os cartões de débito e crédito. Não aceita cheque. Estacionamento credenciado: Garagem Imeri (Franklin Rooselvelt, 194). Lanchonete, ar-condicionado e acesso para pessoas com deficiência.

 

Sábados 23h59

Ingressos: R$ 40

 

Duração: 80 minutos

Censura: 16 anos

Gênero: Circo-Teatro

Estreou dia 02 de Maio de 2018

Curta temporada: até 28 de Junho

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