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CLIFF PRECIPÍCIO

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Sesc Pinheiros recebe a estreia do espetáculo ‘Cliff Precipício’, com direção de Fernando Philbert e atuação de Gustavo Gasparani

ESTREIA ADIADA, AGUARDANDO NOVA DATA

Texto do dramaturgo espanhol Alberto Conejero López traz o universo caótico do ator americano Montgomery Clift, passando pelo seu acidente de carro, suas relações conflituosas e a tentativa de montar a peça ‘A Gaivota’, de Tchekhov

 

A montagem de Fernando Philbert do texto Cliff Precipício, de Alberto Conejero López, insere o espectador na vida do ator americano Montgomery Clift, que decidido a abandonar a carreira cinematográfica e o assédio dos meios de comunicação, enfrenta o passado e suas consequências no presente: o acidente de carro (que desfigurou seu rosto), o desejo sexual conflituoso e sua relação difícil com os colegas de profissão. As apresentações acontecem de 19 de março a 25 de abril, de quinta a sábado, no Auditório do Sesc Pinheiros.

Em cena, Gustavo Gasparani (Cia dos Atores) mergulha no “imenso universo de um ator em suas batalhas, derrotas, persistência e vitórias, como é na vida”, conta Fernando Philbert, diretor do espetáculo, que acrescenta: “o fato para mim neste texto é ser um ator em sua luta consigo mesmo para ser de verdade, não servindo a um sistema ou rótulos. Isto me encantou. É uma peça de teatro para um ator feito nas tábuas do palco”.

Gustavo e Fernando se encontraram em 2019 e conversaram sobre o texto do dramaturgo espanhol Alberto Conejero López: “sugeri ao Gustavo que lesse o texto. É um belo e difícil trabalho de ator. Gustavo leu. Se apaixonou e cá estamos para estrear no Sesc Pinheiros, onde ele esteve com Ricardo III e eu com O Ator e o Lobo, conta o diretor.

“Eu mergulhei nas palavras de Monty, no que elas dizem. Gustavo ampliou seu trabalho ao mergulhar na vida, nos filmes de Clift e isto reverbera na construção da cena. Busco o maior grau de humanidade e verdade neste personagem. É um encontro dele com suas dores e desejos e, neste encontro, o público é uma testemunha muito íntima. O discurso é aqui e agora. E não uma declamação de um passado distante”, destaca Philbert.

O processo de construção do personagem de Gustavo é baseado a partir de acontecimentos reais da vida de Montgomery. “Não faço uma imitação de voz e trejeitos. Mergulho na atmosfera desses eventos e situações e, daí, surge o Monty da peça: um homem intenso e sensível, que terá que se redescobrir e se ressignificar após o acidente que transformou a sua vida” completa Gasparani.

A peça apresenta o universo do ator americano Montgomery Clift (17 de outubro de 1920, Nebraska, – 23 de julho de 1966, Nova York), trazendo o acidente de carro que sofreu, sua solidão, sua relação conflituosa com a mãe e a tentativa de montar a peça de Tchekhov, A Gaivota, com Elizabeth Taylor, como Nina, e Clift, como Treplév.

“É um inventário, uma sinfonia, uma tempestade da memória e o tempo presente. Na trilha sonora, pedi ao Marcelo Neves para utilizar trechos de diálogos dos filmes de Clift. Ouvimos a voz de Monty contracenando com Elizabeth Taylor, por exemplo. A presença desta memória é sonora”, ressalta o diretor.

“A relação do ator com a indústria cinematográfica, a imprensa e seus colegas de profissão são temas centrais do espetáculo”, conta Gustavo que se aprofunda sobre o contexto em que Monty viveu nos anos 50: “é um período conhecido como a época de ouro de Hollywood. Muito glamour e os principais atores sendo tratados como mitos. Monty é considerado um dos primeiros atores a interpretar de um modo mais introspectivo e moderno, influenciando colegas como Marlon Brando e James Deam. Sua relação com a indústria cinematográfica também revolucionou a maneira como os atores eram contratados, conquistando benefícios para a classe. Ele era à frente do tempo, tinha enorme talento e um sucesso gigantesco. Porém, todo esse universo hollywoodiano vem acompanhado de cobrança e competição, gerando insatisfações e pressões difíceis de lidar. Quantos desses mitos não tiveram um final trágico?”.

Gasparani finaliza: “é sobre esse ser humano em torno do seu precipício que trata a nossa peça. O que vemos em cena é um homem tentando escapar do seu naufrágio, do seu abismo, tendo a paixão pelo seu ofício como maior aliada”.

 

Sobre o autor Alberto Conejero López (Jéan, Espanha, 1978) é formado em direção de cena e dramaturgia, pela Real Escuela Superior de Arte Dramático (RESAD) em Madrid. O espanhol palestra sobre dramaturgia europeia contemporânea e teatro clássico em diversos países, como Espanha, Grécia, Chile, Argentina, entre outros. López é representante de uma nova geração de dramaturgos espanhóis e habitual dos cenários alternativos de Madrid. Sua obra é arrojada, falando diretamente ao espectador, por meio de uma linguagem contemporânea e poética. Seu texto, Cliff Precipício (2011) foi contemplado com o prêmio Leopoldo Alas Mínguez de Literatura Dramática, em 2015. E A Geometria do Trigo (2018) recebeu o Prêmio Nacional de Literatura Dramática, em 2019.

 

Sobre Gustavo Gasparani Ator, autor, diretor e produtor, com formação em canto e dança, Gustavo iniciou sua carreira em 1982, no Teatro Amador do Colégio Andrews (TACA), dirigido por Miguel Falabella. Ao longo desses anos, participou de mais 50 espetáculos teatrais. Fundou a companhias de teatro Cia dos Atores. Dirigiu shows com grandes nomes da MPB, escreveu e produziu espetáculos musicais de destaque na cena teatral contemporânea, recebendo os principais prêmios do país.

 

Sobre Fernando Philbert Fernando iniciou sua carreira de direção como assistente de Gilberto Grawonski, Domingos Oliveira e Aderbal Freire Filho, sendo assistente em mais de quinze peças, entre elas Hamlet, A Ordem do Mundo, Incêndios e Macbeth. Como codiretor, destaque para: O Topo da Montanha. Desde 2017, está com Contos Negreiros do Brasil em viagem por Rio de Janeiro e São Paulo. Como diretor: Todas as Coisas Maravilhosas (2019), O Ator e o Lobo (2019), Em casa a gente conversa (2019), O que é que ele tem (2018/19) e O Escândalo Felipe Dussaert (2016).

 

Assessoria da peça – MORENTE FORTE – Beth, Thais e Heloisa (11) 3255.6183 imprensa@morenteforte.com.br

Assessoria de Imprensa – SESC PINHEIROS – Fernanda Porta Nova | José Maurício Lima
Contatos: (11) 3095.9423 | 9737 imprensa@pinheiros.sescsp.org.br

 

Ficha Técnica

Texto: Alberto Conejero López

Tradução: Fernando Yamamoto

Direção: Fernando Philbert

Atuação: Gustavo Gasparani

Cenário: Natália Lana

Figurino: Marieta Spada

Iluminação: Vilmar Olós

Programação Visual: Mary Paz

Assessoria de Imprensa: Morente Forte Comunicações

Participação em áudio: Claudio Gabriel, Cesar Augusto e Isaac Bernat

Produção Executiva: Bárbara Montes Claros

Direção de Produção: Celso Lemos

Produção: Coisas Nossas Produções Artísticas

Serviço

CLIFF PRECIPÍCIO

 SESC PINHEIROS

Auditório / 3º andar (98 lugares)

Rua Paes Leme, 195

Transporte público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

Informações: 3095.9400

Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h. Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).

Sesc Pinheiros nas redes: Facebook, Twitter e Instagram: @sescspinheiros

Ingressos à venda pelo Portal sescsp.org.br, a partir de 10 de março às 12h, e em toda rede Sesc SP a partir do dia 11, às 17h30.

 

Quinta a Sábado às 20h30

 

*Não haverá apresentação dia 10/04, sexta, feriado*

 *Sessão com tradução em libras dia 23/04, quinta*

 

Ingressos: R$ 30

R$ 15 (meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência)

R$ 9 (credencial plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)

Duração: 60 minutos

Recomendação: 16 anos

Gênero: monólogo

Estreia Adiada, aguardando nova data

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