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DOLORES

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Terças e quartas no Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Memória

Segundo texto do ator e diretor Marcelo Varzea, escrito para Lara Córdulla, faz temporada no Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Memória

Dolores é um espetáculo solo escrito para a atriz Lara Córdulla, antiga companheira de cena do autor e diretor, que o inspirou a montá-lo após o impacto recebido ao vê-la em cena em O Mal Entendido, de Albert Camus. “Quando estreei Silencio.doc, texto escrito por mim a partir de um experiência pessoal, houve uma publicação com a seguinte chamada: ‘Marcelo Varzea se lança como dramaturgo’. Tomei um susto. Levar à cena uma carta de amor não me parecia ser um novo caminho. Imediatamente pensei que precisava sentar e me arriscar por linhas que não fossem autobiográficas. Contar uma história que não fosse minha. De uma mulher. Outro solo”, conta Varzea.

A personagem é fruto da mistura de alguns fatos reais, diretos ou retorcidos, que se propõe a revelar a sedução de uma mentira bem contada, remontando imediatamente ao oficio de atriz. Em seu primeiro espetáculo solo, Lara Córdulla revive o papel original de contadora de histórias, da narradora e protagonista dessa trama. Olho a olho com a plateia. Desnuda de truques e, ao mesmo tempo, com todos eles, tão bem burilados pelo seu ofício. Uma atriz, uma ribalta, uma cadeira, luz e um monte de história pra contar. “Dolores inspira, comove e diverte. A corda bamba é seu chão, onde um lado a levanta e o outro a deixa cair. O teatro é sua vida onde canta suas verdades e mentiras. E o público se faz cúmplice de suas dores de amores. Como é bom emprestar meu corpo e minha voz…Um VIVA às Dolores!”, comemora Lara.

Marcelo Varzea afirma que a ideia era mesmo escrever sobre uma atriz: “Dolores, que convida jornalistas para assistir uma única apresentação de O Último Suspiro de Uma Atriz, onde, cansada da carreira, resolve recontar suas memórias aproveitando o ensejo pra sair de cena em grande estilo, passeando por todas as cores que uma artista pode usar, colocando todas as suas verdades à mesa. Será? Ela é uma atriz… Perderia uma plateia ilustre e a oportunidade de ter um foco mirado nela?”, questiona.

A peça apresenta a sua saga afetiva e profissional. Uma atriz que acabou de ultrapassar a faixa dos cinquenta anos de idade. Suas histórias. Metateatro. Jogo. Nascida em uma família de circo, filha de artistas hippies, quase famosa, Dolores revela ao público diversos episódios da sua vida, alternando verdade e mentira, num jogo em que a plateia é cúmplice, embora não tenha certeza absoluta dessa alternância. Sexo, palco, fracasso, terrorismo, assédio, estupro, alienação parental e feminismo são alguns dos temas abordados nessa amarga narrativa.

Esse é o segundo texto do ator e diretor Marcelo Varzea que em 2018 estreou na dramaturgia com o solo Silencio.doc, onde também atuou, sob direção de Marcio Macena. O espetáculo foi muito bem recebido pela crítica e público e esteve em cartaz por oito meses consecutivos, em São Paulo. Atualmente, viaja pelo país e virou livro editado pela Editora Cobogó. Também em 2018, Varzea voltou à direção, após pausa de 15 anos, e ganhou o Prêmio do Humor, de Fabio Porchat, na categoria Melhor Direção por Michel III – Uma Farsa à Brasileira. Sobre seu segundo texto solo, ele diz: “Trabalhar mais uma vez com a Lara, em posições diferentes, pois nunca a dirigi, tem sido bastante excitante. Ver uma atriz de 50 anos, com domínio absoluto da comédia, drama, tragédia, sedução, partituras corporais e vocais é de um prazer imenso. É ter um cardápio de cores, sabores e notas musicais infinitas, juntas. Muita responsabilidade escolher e apontar esse caminho, porque ela, plena de suas ferramentas e generosa, vai de cabeça!”. E acrescenta: “Dolores abriu um fluxo de escrita, pois na sequência criei Afã e Narciso que estão no início do processo de montagem”.

 

MARCELO VARZEA Formado pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras, o ator, diretor e dramaturgo carioca Marcelo Varzea mora desde 1991 em São Paulo, onde tem uma sólida carreira no teatro. Protagonizou espetáculos de importantes encenadores brasileiros, como Gabriel Villela, Amir Haddad, Felipe Hirsh, Dennis Carvalho, Wolf Maya, João Fonseca, Marcia Abujamra, Jefferson Miranda e Roberto Lage, entre outros. Em 2018, estreou o solo de sua autoria “Silêncio.doc”, dirigido por Marcio Macena, permanecendo oito meses em cartaz e tendo sete indicações a prêmios, além de virar livro editado pela Cobogó. Também se destacou em musicais de sucesso como “Garota de Ipanema: O Musical da Bossa Nova”, “Cazuza – Pro dia nascer feliz, o musical”, “Elis – A Musical” e “Rock in Rio – O Musical”. Um de seus mais importantes papeis foi o protagonista Max Overseas na montagem icônica de Gabriel Villela para “A Ópera do Malandro”. Ainda no teatro, dirigiu “Do Kitsch ao Sublime”, “MICHEL III – Uma Farsa À Brasileira”, de Fabio Brandi Torres e “A Porta da Frente”, de Julia Spadaccini. Na televisão, atuou em “A Lei do Amor”, “Malhação”, “Separação?!”, “Força de um Desejo”, “Um Só Coração”, “JK”, “Insensato Coração”, “Os Normais”, “A Diarista”, “Sob Nova Direção”, “Toma Lá, Dá Cá”, além de outras novelas e séries na TV aberta e nos canais da TV fechada HBO, FOX, Multishow e GNT. No cinema, alguns dos filmes dos quais participou são “Xingu”, de Cao Hamburger; “Boleiros”, de Ugo Giorgetti; e “Deus Jr.”, de Mauro Lima. Também pode ser visto “O Mecanismo”, da Netflix; “O Negocio”, da HBO; “Samantha”, da Netflix; “O Homem da Minha Vida”, da HBO e “Toda Forma de Amor”, do Canal Brasil.

 

LARA CÓRDULLA Em 1985 concluiu o curso Profissionalizante de Formação do Ator no INDAC. Em seguida, realizou cursos de Interpretação e Análise de Texto com a atriz Ester Góes e o Professor de Comunicação de Rádio e Televisão Rubens Teixeira. Fez 6 anos de balé clássico na Escola Municipal de Bailado; cinema com o diretor Walter Lima Jr., e vários cursos de atuação em vídeo. Fez parte do CPT (Centro de Pesquisa Teatral) coordenado por Antunes Filho. Estreou no teatro em 1986, atuando em mais de 50 espetáculos, dirigidos por: Gabriel Vilella; (Concílio do Amor e a Vida é Sonho), Fauzi Arap; (Frida), Iacov Hillel; (As Polacas); Jorge Takla; (Seis Graus de Separação), Vladimir Capella; (Maria Borralheira), João Falcão; (A Ver Estrelas), Gianni Rato; (A Carta e Morus e Seu Carrasco), Roberto Laje; (Anjo Na Contra Mão), Marco Antônio Braz (O Grande Dia, Boca De Ouro e Falecida); Débora Dubois; (Guerra Na Casa De João); Mario Bortolotto; (Felizes Para Sempre), Alexandre Reinecke; (Sua Excelência, O Candidato), Clarisse Abujamra; (Mambo Italiano e A Fantástica Casa De Bonecas), Kiko Marques; (Cais, da indiferença das embarcações), Ulysses Cruz; (O Camareiro), Clarisse Abujamra (Cenas De Uma Execução), Léo Stefanini (O Pai), Ivan Andrade (O Mal Entendido) entre outras.

Novelas: Revelação, Vestido de Noiva (SBT)

Sit Com: Câmera Café (SBT) e Santo de Casa (Bandeirantes)

Séries: PSI e O Negocio, na HBO; 9 mm, na FOX

Longa metragem: O Escaravelho Do Diabo, de Carlos Manga e Mare Nostrum, de Ricardo Elias

Ficha Técnica

Texto e Direção Marcelo Varzea

Atuação Lara Córdulla

Direção de Movimento Erica Rodrigues

Assistente de Direção Tadeu Freitas

Preparação Corporal Frank Tavanti

Cenário e Figurino Márcio Macena

Desenho de Luz Cesar Pivetti e Vania Jaconis

Trilha Sonora Raul Teixeira

Fotos Wilian Aguiar

Visagismo Anderson Bueno

Design Grafico IGORBDM.COM

Assessoria de imprensa Morente Forte Comunicações

Realização Mava Produções Artísticas

Serviço

DOLORES

Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Memória (74 lugares)

Rua Álvaro de Carvalho, 97, Centro (próximo ao metrô Anhangabaú)

Telefone: (11) 3237.1187

Bilheteria: abre uma hora antes do início do espetáculo, nos dias de apresentação.

Vendas: www.ingressorapido.com.br

Terças e quartas às 21h

Ingressos: R$ 40

Duração: 60 minutos

Recomendação: 14 anos

Gênero: comédia dramática

 Estreou dia 04 de junho de 2019

 Temporada: até 25 de setembro

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