Com direção, texto e roteiro de Elias Andreato, o espetáculo é inspirado na obra de grandes filósofos, pensadores, poetas e dramaturgos, como Artaud, Maiacovski, Rimbaud, Van Gogh, Cervantes, Shakespeare, Nietzsche, Nijínski, Tchecov, Dante, Goethe,
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Release
Doido, que deu a Elias Andreato o APCA 2009 de Melhor Ator,
faz curta temporada no Galpão das Artes, do Espaço Tom Jobim
Depois de abrigar Máquina de Abraçar (2009) e, mais recentemente, John & Joe, a partir do próximo dia 22 de julho o Galpão das Artes, do Espaço Tom Jobim, servirá de palco a mais um espetáculo memorável: Doido, que rendeu a Elias Andreato o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de Melhor Ator de 2009. Definido pelo crítico Luiz Fernando Ramos, da Ilustrada, como “uma seleção cuidadosa de falas emprestadas a poetas e dramaturgos, muitas vezes roubadas de grandes personagens e recombinadas num fluxo evidentemente autoral”, o monólogo, que tem roteiro e direção assinados pelo próprio Andreato, cumpre apenas duas semanas de temporada no simpático anexo do Espaço Tom Jobim (até 1º agosto), no Jardim Botânico. Quem correr, verá...!
Em tempo: Doido estreou no Festival de Curitiba em março de 2009, ficou um ano em cartaz em São Paulo, e circulou por Brasília e diversas cidades em Minas Gerais e São Paulo.
Celebração do sagrado
Doido é uma espécie de transe... É uma celebração na qual o ator materializa o sagrado perante os nossos olhos, na forma de palavras – são palavras de Shakespeare, de Fernando Pessoa, de Dante Alighieri, de Antonin Artaud, de Rimbaud, de Bob Dylan, de Ivan Angelo e dele mesmo...
Breves tesouros sobre o amor, sobre o medo e todas as fragilidades que costumam se disfarçar em arrogância. Parte da magia se deve aos textos que Elias escolheu e combinou, com o olhar abrangente e o faro de ator, historicamente um aliado precioso da dramaturgia. Ele não faz cerimônia ao lançar mão do demasiado conhecido - "Ser ou não ser...", "Que não seja imortal, posto que é chama..." (...) Mistura a imponência do clássico com a graça do contemporâneo (magnificamente representada pela crônica de Ivan Ângelo); alterna a fúria, a congestão e a cambalhota numa sucessão imprevisível...
Elias Andreato, que já foi Van Gogh, Oscar Wilde e uma galeria de grandes personagens, dirigiu atores como Paulo Autran e Marília Pêra, é um mestre do teatro brasileiro (...) Vê-lo em cena nos oferece uma resposta clara para uma pergunta às vezes antipática, outras apenas justa: para que serve, afinal, o teatro? (...)
Doido restabelece o extraordinário poder que investe um homem sozinho, quando pronuncia sobre o palco as palavras certas. (...). E como o ator conhece bem essa alquimia do teatro, sabe que os objetos mais simples transformam-se em símbolos e sínteses, escolheu com cuidado o material que o acompanha (...): uma diminuta bagagem, composta por um barco de papel, um molho de chaves, as engrenagens de uma caixa de música e uma boneca Barbie (...) – o único cenário.
Marta Góes
(extratos de crítica publicada pela autora na Revista Brasileira em setembro de 2009)
Amor, lucidez e loucura
O espetáculo fala de amor, de loucura e de arte mostrando ao espectador o que essa viagem apaixonante pode despertar no artista e no cidadão comum. Um homem narra e vive personagens da dramaturgia universal.
A montagem não utiliza um gestual teatral formal para que, através apenas da palavra, o público seja encantado e arrebatado pelo pensamento de grandes filósofos, pensadores, poetas e dramaturgos.
Para contar essa história criamos um mágico desenho de luz, para permitir que o ator utilizando apenas sua máscara facial, construa suas personagens diante do espectador.
A ideia é que sentado à sua mesa e rodeado por seus objetos esse homem seja um caixeiro viajante, um mascate, um mercador de sonhos.
O figurino constrói esse personagem acrescentando a ele um tom farsesco que no final revela uma camisa de força ocultada pelo paletó surrado e desestruturado.
Doido pretende apenas perpetuar os momentos de amor, lucidez e de loucura onde o ator, esse ser atormentado pela criação artística, busca manter-se vivo no seu habitat, o teatro.
É no teatro, “a grande casa de loucos da humanidade”, que podemos viver intensamente todos os personagens e espiá-los pelo buraco da fechadura, vasculhando suas celas e roubando-lhes suas almas, para que essa genialidade possa nos trazer alguma sabedoria.
Elias Andreato
(ator, autor, roteirista e diretor de Doido)
Ficha Técnica
Inspirado na obra de grandes filósofos, pensadores, poetas e dramaturgos:
Artaud, Maiacovski, Rimbaud, Van Gogh, Cervantes, Shakespeare, Nietzsche, Nijínski, Tchecov, Dante, Goethe, Oscar Wilde, Fernando Pessoa, Ivan Angelo.
Texto, roteiro e direção: ELIAS ANDREATO
Luz: WAGNER FREIRE
Figurino: LAURA HUZAK ANDREATO
Cenário: LUIS ROSSI
Programação visual: ELIFAS ANDREATO
Assistente de direção: DAVID KAWAI
Fotos: SELMA MORENTE
Realização: MORENTE FORTE COMUNICAÇÕES
Serviço
DOIDO
Inspirado na obra de Artaud, Maiacóvski, Pierre Rimbaud, Van Gogh, Cervantes, Shakespeare, Nietzsche, Nijínski, Tchecov, Dante, Goethe, Oscar Wilde, Fernando Pessoa, Ivan Angelo...
Com Elias Andreato
Texto, roteiro e direção Elias Andreato
Luz Wagner Freire. Figurino Laura Huzak Andreato
Cenário Luis Rossi. Programação visual Elifas Andreato
Realização Morente Forte Comunicações
GALPÃO DAS ARTES
Espaço Tom Jobim (Antiga Marcenaria)
Rua Jardim Botânico, 1008 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Informações: 2274-7012
Até 19 de setembro
Quintas e sextas, às 20h. Sábados e domingos, às 19h
Duração 60 minutos. Classificação etária: 14 anos
Lotação 80 lugares. Ingressos R$ 30,00
Venda antecipada na bilheteria do Espaço ou pela www.ingresso.com
Bilheteria às 3as e 4as, das 14h às 19h e de 5ª a domingo, das 14h até o início do espetáculo.
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