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Secretaria Municipal de Cultura

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Elias Andreato

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Espetáculo solo de Elias Andreato em homenagem ao ator, diretor e dramaturgo Fauzi Arap

 

Dias 15, 16 e 17 de fevereiro no Centro Cultural Olido

 

O Espetáculo mostra a preparação do personagem e de como o artista usa o seu ofício para questionar o seu tempo através da dramaturgia e pensamentos, colocando a arte e a educação como caminho de grandeza para que uma nação exista plena e fortaleça a sua democracia. O espetáculo também investiga o papel da palavra no processo terapêutico, ao lado da importância da arte, no mesmo processo.

Mais do que nunca é preciso pensar para transformar o nosso tempo. O teatro dá aos homens a ternura humana. Ele é a expressão mais verdadeira e viva de uma civilização. Toda vez que um ator pisa num palco, ele perpetua sua paixão e oferece o seu coração, para que possamos suportar o que temos de mais monstruoso e de mais belo. É assim, que nos tornamos artistas soberanos.

Elias Andreato afirma que seu novo projeto é “uma reflexão sobre o nosso ofício e uma declaração de amor ao Teatro. Escrever para mim mesmo, numa postura alquímica de transformação, é tudo que me resta e prezo de verdade. Quem sabe, o subproduto dessa empreitada poderá no futuro, ser útil não só a mim. Mas o que importa é abrir espaço contra a inércia que me vinha dominando”, completa.

 

Me desculpem se eu parar de repente… porque… porque… eu não sei onde foi parar o mundo de verdade, onde?

O menino que ficava aí do lado de vocês, eu não sei como me livrar dele

Eu estou louco, completamente…

Eu vou ter que ir… Mesmo assim, valeu a pena.

Me perdoem parar o espetáculo, assim, de repente. Mas eu preciso ir… para sempre.

 

ELIAS ANDREATO

Ator de teatro, cinema e televisão, diretor e muitas vezes roteirista dos seus próprios trabalhos. Sua busca é pela humanidade dos personagens que interpreta e seus espetáculos frequentemente questionam o papel do artista na sociedade e a relação com seu tempo. Construiu uma carreira sólida feita, acima de tudo, pela escolha por personagem/personalidades que pudessem traduzir esse pensamento – Van Gogh, Oscar Wilde, Antonin Artaud, são exemplos dessa escolha e resultaram em interpretações marcantes que garantiram a ele um lugar especial no teatro brasileiro.

 

Fauzi Arap – Meu Mestre do Encantamento.

Por Elias Andreato

Você descerrou a cortina das minhas retinas revelando segredos…

E como numa longa viagem de regressão… Fui conduzido ao universo místico do teatro… Como uma deliciosa brincadeira entre “Mocinhos e Bandidos”.

Suas palavras imantadas… Num inesquecível poema… Me revelaram um “Ponto de Luz”.

Guardo também a lembrança da sua “Rosa dos Ventos” que provocou minha juventude… Inundando de amor meu coração nas águas profundas do “Mare Nostrum” e foi assim que eu passei a viver o meu grande “Amor do Não”.

Hoje sei que só os poetas… Loucos e enfermos de alma podem brilhar tanto… É para iluminar nosso planeta toda vez que se abre um “Pano de Boca”.

 

QUEM FOI FAUZI ARAP

Nascido em 29 de janeiro de 1938. Formado em engenharia civil pela Escola Politécnica da USP. Autor e diretor em atividade desde 1961, tendo participado como ator dos grupos Oficina e Arena, naquela década.

Como ator, foi dirigido por Augusto Boal, Zé Celso e Antônio Abujamra, em peças de autores como Gorki, Pinter, Bráulio Pedroso, Boal, Max Frisch, Benedito Ruy Barbosa, entre outros.

Em 1967 estreia como diretor profissional, na montagem de Navalha na Carne, de Plínio Marcos, na versão carioca produzida por Tônia Carrero. No mesmo ano dirige seu primeiro show com Maria Bethânia, inaugurando uma parceria que se prolonga até os dias de hoje, e que deu a luz a vários shows memoráveis como Rosa dos Ventos, A Cena Muda e Pássaro da Manhã. Suas direções mais importantes, na década de 60, foram de autores brasileiros como Plínio Marcos, José Vicente e Antônio Bivar, que faziam parte da chamada nova dramaturgia. Na década de 70, estreia como autor, com Pano de Boca, e passa uma temporada dirigindo apenas seus próprios textos: O Amor do Não, Um Ponto de Luz, Às Margens da Ipiranga, entre outros. Em 86, dirige Zeno Wilde, Uma lição longe demais, com Gabriela Rabelo, e Rua Dez, de Nery Gomide. No final da década de 80 cria o projeto Rosa dos Ventos que ocupou o Teatro Eugênio Kusnet por dois anos e conseguiu recuperar aquele espaço com encenações, leituras e shows de música popular. O projeto mereceu o Grande Prêmio da Crítica, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), e lançou a autora Noemi Marinho, com Fulaninha e Dona Coisa, seu texto de estreia. Também na década de 80, coordenou o seminário permanente de dramaturgia da APART (Associação Paulista de Autores Teatrais).

Seus trabalhos mais recentes, nos anos 90, incluem as direções de Adorável Desgraçada, de Leilah Assumpção, Perdidos na Praia, de Leo Lama, A Quarta Estação, de Israel Horowitz, Caixa Dois, de Juca de Oliveira, Santidade, de José Vicente, e os shows de lançamento dos discos “Âmbar” e “A força que nunca seca”, ambos de Maria Bethânia. Também publicou em 98 o livro Mare Nostrum, pela Editora Senac, relato autobiográfico em torno de suas experiências lisérgicas, vividas nas décadas de sessenta e setenta.

Entre os atores que dirigiu se incluem Tônia Carrero, Juca de Oliveira, Denise Fraga, Rubens Correia, Paulo Autran, Jardel Filho, Walderez de Barros, Cecil Thiré, Bruna Lombardi, Nelson Xavier, Paulo Cesar Pereio, Odete Lara, Carlos Alberto Riccelli, Francisco Cuoco, Celia Helena, Nuno Leal Maia, Denise Stocklos, Walmor Chagas, Marcos Palmeira, entre outros. Na área de shows, além de Bethânia, dirigiu Gonzaguinha, as cantoras Marília Medalha e Jane Duboc, e também, ao lado de Hermínio Bello de Carvalho, a cantora Marlene.

Seus prêmios incluem dois “Moliere”, como autor, (nos anos 77 e 88), mais inúmeros prêmios Shell, Mambembe, Apetesp, e APCA como diretor e autor. Pelas direções Santidade e Caixa Dois, em 97, recebeu os prêmios Shell e Apetesp de melhor direção e os dois espetáculos também empataram como “melhores do ano” na votação do premio Apetesp, na categoria. Em 2007, recebeu o premio de melhor autor com a peça Chorinho, seu texto mais recente. Foi premiado com o “Saci” (que era concedido pelo Jornal O Estado de São Paulo, na década de sessenta) em sua estreia como ator, em 61, como melhor coadjuvante masculino.

 

Ficha Técnica

Roteiro, Direção e Atuação Elias Andreato

Trilha  Rafael Gama

Desenho de luz Eder Soares

Projeto gráfico Rodrigo Bognar

Fotos João Caldas

Uma Produção Morente Forte

Serviço

ARAP

CENTRO CULTURAL OLIDO

Sala Paissandú (139 lugares)

Avenida São João, 473 – Centro

Informações: (11) 2899.7370 olidocultural@gmail.com

 Sexta e sábado às 20h | Domingos às 19h

 Entrada Franca

Os ingressos serão distribuídos uma hora antes da apresentação

Duração: 60 minutos

Recomendação: livre

Dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2019

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