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VINGANÇA

VINGANÇA 3 - DNGVINGANÇA 3 - DNG

Release

Musical de Anna Toledo

 Direção Musical Guilherme Terra

 Direção Geral André Dias

Com Amanda Acosta, Andrea Marquee, Anna Toledo,

Jonathas Joba, Leandro Luna e Sérgio Rufino

 Músicos Guilherme Terra (Piano),

Jeferson de Lima (Violão) e Ricardo Berti (Percussão)

 Produção Morente Forte Produções Teatrais

 Sucesso absoluto de público e de crítica, vencedor de vários prêmios de teatro, em nova temporada, comemorando o centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues

 SOMENTE DUAS APRESENTAÕES NO PORTO ALEGRE EM CENA

QUARTA (17/09) e QUINTA (19/09) NO TEATRO SÃO PEDRO

A obra de Lupicínio Rodrigues, um dos mais populares e geniais compositores da Musica Brasileira de todos os tempos, é o ponto de partida para o espetáculo Vingança, o Musical, de Anna Toledo.

Lupicínio Rodrigues era um paisagista dos sentimentos. Seu universo era feito da noite, de paixões impossíveis, da boemia alegre e dos desencontros amorosos – e os personagens mais assíduos de suas canções eram “os homens infiéis e as mulheres más”. Lupicínio Rodrigues foi o inventor da expressão “dor-de-cotovelo”. Foi numa de suas crônicas no jornal Ultima Hora que a expressão surgiu pela primeira vez, usada para descrever a dor da solidão, provocada pelo tempo em que o sujeito solitário passava com o queixo apoiado sobre o cotovelo no balcão do bar.

Fã confessa da obra e escritos de Lupicínio, a atriz, cantora – e agora dramaturga – Anna Toledo mergulhou nesse mundo, idealizou e criou Vingança, o musical que recria, através da música, do drama, da ironia e do sarcasmo, o universo de paixões descrito nas letras de Vingança, Volta, Esses moços, Maria Rosa, Nunca, Cadeira Vazia, Ela Disse-me Assim, Foi assim, Nervos de Aço, Quem Há de Dizer, Felicidade, Se Acaso Você Chegasse, clássicos do cancioneiro brasileiro e paisagens riquíssimas da alma humana.

Na montagem, o diretor André Dias recria a atmosfera do Sul do Brasil dos anos 50, reforçada nos figurinos de Fábio Namatame.

Vingança narra a história de três triângulos amorosos, tendo como pano de fundo a efervescência passional do samba-canção. A música, a boemia e a paixão são o fio condutor de uma trama onde os papéis de traído e traidor se alternam numa intrincada ironia do destino.

No vértice dos triângulos está a dançarina Maria Rosa (Amanda Acosta), uma mulher envolvente e sedutora. Ela vive sob a proteção de Alves (Leandro Luna), um perigoso contraventor, homem possessivo e violento.

Maria Rosa trabalha como dançarina no cabaré de Orlando (Sérgio Rufino) e é lá que conhece Liduíno (Jonathas Joba), um respeitável homem de família e boêmio notório, com quem inicia um tórrido caso de amor. Liduíno é casado com Luzita (Anna Toledo), mulher vitimizada e reprimida, que carrega a amargura da traição. Luzita tem segredos no seu passado e aos poucos descobre que a paixão que Orlando, o melhor amigo de seu marido, nutre por ela pode ser usada a seu favor.

Mas ainda há mais um vértice neste polígono amoroso: Linda (Andrea Marquee), uma mulher humilde, mas ambiciosa, que trabalha de dia na casa de Luzita e Liduíno, como empregada doméstica, e à noite como cantora no cabaré de Orlando. Linda é apaixonada por Alves, seu antigo amante, e fará de tudo para afastá-lo da fatal Maria Rosa, sem medir as conseqüências de seus atos.

As canções de Lupicínio são executadas ao vivo, em novos arranjos criados por Guilherme Terra especialmente para o espetáculo, na formação instrumental de piano, violão e percussão e arranjos vocais para o elenco.

O gênero musical que consagrou Lupicínio Rodrigues foi, sem dúvida, o samba-canção – disseminado a partir do final dos anos 30, popularizado pela rádio, por seu caráter romântico, e com influências de outros ritmos latinos, como o bolero. Nenhum outro autor brasileiro compôs tantos sucessos dentro deste estilo – o ritmo dançante, as melodias carregadas de drama e as letras altamente inflamáveis de canções como Ela Disse-Me Assim, Volta e Vingança, marcaram os anos 40 e 50. Ainda assim, o compositor gaúcho também escreveu sambas, marchinhas de carnaval, valsas, xotes (e o Hino do Grêmio Futebol Clube, para o qual torcia). A produção musical de Lupicínio Rodrigues é prolífica, representativa de uma época (pré-Bossa Nova), incrivelmente fértil e com uma identidade dramática acentuada.

A música Vingança foi o maior sucesso comercial de Lupicínio Rodrigues. Composta como um desabafo diante da traição de Mercedes, uma de suas muitas namoradas, foi gravada por Linda Batista em 1951 e fez sucesso até no Japão. Com o dinheiro que ganhou naquele ano, Lupicínio comprou um carro e batizou-o de com o mesmo nome da canção.

“Toda vez que uma mulher me trai, eu ganho dinheiro”, costumava dizer Lupicínio, afirmando que só escrevia sobre experiências vividas por ele ou por seus amigos. “As mulheres boazinhas nunca me deram dinheiro, só as que me traíram.”

Apesar de tantas aventuras amorosas narradas em suas canções – supostamente autobiográficas – Lupicínio era pai de família e marido dedicado de Dona Cerenita, com quem viveu até o ano de sua morte, 1974. Para ela, Lupicínio compôs a canção Exemplo, sucesso na voz do cantor Jamelão, que diz: “é melhor brigar juntos do que chorar separados”.

Sinopse para roteiro

A ação se passa nos anos 50, no Sul do Brasil, e tem como pano de fundo a vida boêmia de um cabaré. O enredo narra a história de três triângulos amorosos, onde um boêmio de vida dupla, quer manter a esposa e as amantes, mas nada sai como o planejado quando ele se envolve com uma mulher fatal.

O compositor:

Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974) foi um dos mais populares compositores brasileiros. Quarto filho numa família de 21 irmãos, Lupe, como era chamado desde pequeno, nasceu numa vila pobre instalada no bairro da Cidade Baixa, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Nunca saiu da capital gaúcha, a não ser por uns meses em 1939, para conhecer o ambiente musical carioca. Porto Alegre era seu berço querido e todo o seu universo. Mas isto nunca limitou o alcance de sua obra.

Em 1932, já havia lançado o sucesso Felicidade. Trabalhou como bedel da Faculdade de Direito da UFRGS, até aposentar-se precocemente por motivos de saúde, em 1947. A esta altura, já era um compositor consagrado nacionalmente, tendo suas músicas gravadas por estrelas do rádio como Francisco Alves, Ciro Monteiro e Linda Batista. Boêmio, foi proprietário de diversos bares, que seguidamente ia abrindo e fechando, tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontro com os amigos.

Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.  Famoso pela franqueza com que expressava seus sentimentos na música, e apesar de viver casado desde a juventude com a mesma mulher, acreditava que um homem devia ter uma esposa dentro de casa e várias mulheres na boemia. Constantemente abandonado pelas amantes, Lupicínio brincava dizendo: “cada vez que sou traído, escrevo uma música e compro um carro novo”.

Nos anos 70 sua música foi redescoberta pela geração Tropicalista e MPB: Caetano Veloso gravou Felicidade, Gal Costa gravou Cadeira Vazia e Volta, Gilberto Gil gravou Quem Há de Dizer, Elis Regina gravou Maria Rosa e Paulinho da Viola fez sucesso com Nervos de Aço. Nas décadas seguintes foi regravado por Fábio Jr, Arnaldo Antunes, Ivete Sangalo, Elza Soares, Paulinho da Viola e tantos outros.

Deixou cerca de uma centena e meia de canções editadas; outras centenas que compôs foram perdidas, esquecidas ou estão à espera de quem as resgate. Torcedor do Grêmio, compôs o hino do tricolor em 1953. Seu retrato está na Galeria dos Gremistas Imortais, no salão nobre do clube. Na ocasião da sua morte, em agosto de 1973, uma multidão acompanhou o cortejo fúnebre pelas ruas, cantando Se Acaso Você Chegasse. Neste dia, os bares de Porto Alegre permaneceram fechados em homenagem ao seu boêmio mais ilustre.

Em Vingança, o musical

Dança As canções que fizeram a fama de Lupicínio também eram sucesso estrondoso nos salões de baile. Combinando estas informações – a dança de salão, o conteúdo emocional das canções – chegou-se à coreografia do espetáculo que pontua, de forma orgânica, as cenas de sedução, amor e disputa. O conceito coreográfico do espetáculo é o de incorporar a linguagem da dança de salão para a partitura corporal dos personagens, de forma que eles estejam sempre se comunicando através de uma dança, sendo mais adequado o termo Direção de Movimento dos atores em cena.

Cenário A ação acontece em três ambientes: o Cabaré Melodrama (domínio de Linda e Orlando), o quarto da pensão dos amantes (domínio de Maria Rosa e Alves) e a sala da família (domínio de Luzita e Liduíno).  O palco também se transforma em cenário de shows para Linda e Maria Rosa, as vedetes do cabaré.  As transições são leves e dinâmicas e a ação muitas vezes ocorre em mais de um plano.

Figurino Os figurinos do espetáculo recriam a atmosfera romântica dos cabarés dos anos 50 no Sul do Brasil. É uma região mais fria, subtropical, que recebeu a maior parte da imigração europeia (principalmente italianos e alemães) no início do século XX. As influências refletem-se em cores masculinas sóbrias, na elegância e corte sofisticado para ambos os gêneros.  Homens usam chapéus, camisas, ternos de cores variadas. Para as mulheres, em geral: saltos altos e vestidos. Há certa “gravidade” e sobriedade nos vestidos de Luzita, a esposa, em contraste com a sensualidade dos vestidos de Maria Rosa, a dançarina, e da alegre exuberância de Linda, a cantora.

 

 

 

Ficha Técnica

Canções: Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974)

Idealização e Texto: Anna Toledo

Direção Musical e Arranjos: Guilherme Terra

Direção Geral: André Dias

Elenco:

Amanda Acosta – Maria Rosa

Andrea Marquee – Linda

Anna Toledo – Luzita

Jonathas Joba – Liduíno

Leandro Luna – Alves

Sérgio Rufino – Orlando

Guilherme Terra – Seu Maestro

Músicos: Guilherme Terra (Piano), Jeferson de Lima (Violão) e Ricardo Berti (Percussão)

Direção de Movimento: Kátia Barros

Coreografias: Kátia Barros e Keila Fuke

Preparação Corporal: Keila Fuke

Cenário e Figurino: Fábio Namatame

Designer de Som: Fernando Fortes

Iluminação:Wagner Freire

Assistente de Direção: Carla Masumoto

Assessoria de Imprensa:Daniela Bustos e BethGallo – Morente Forte Comunicações

Programação Visual: Cassiano Pires

Fotos: João Caldas

Administração e Assistente de Produção: Jady Forte

Assistente de Produção: Thaís Peres e Celso Dornellas

Produção Executiva: Katia Placiano

Coordenação de Projetos: Egberto Simões

Produtoras:Selma Morente e Célia Forte

Produção: Morente Forte Produções Teatrais

Serviço

VINGANÇA

PORTO ALEGRE EM CENA

TEATRO SÃO PEDRO

QUARTA (17/09) e QUINTA (19/09)

Duração: 100 minutos (com 10 minutos de intervalo)

Recomendação: 16 anos

Gênero: musical

 

 

7 thoughts on “VINGANÇA

  1. Vi o musical e pretendo revê-lo porque, além de PRESTAR uma grande homenagem a Lupicínio Rodrigues, este musical também é MUITO BEM interpretado, encenado e prende a atenção o tempo todo – saímos do teatro querendo mais música. Longa temporada ao grupo! Abs

  2. Acabei de assistir esse maravilhoso musical e estou sem palavras para expressar a maravilha que é. Tudo ali está perfeito e se encaixa no universo de Lupicínio Rodrigues, a história, as músicas, o cenário, os atores, os músicos a iluminação, tudo!!! Parabéns por realizarem um trabalho tão perfeito e que me enche de orgulho ao saber que é 100% nacional, deveria ser obrigatório todos os brasileiros assistirem e descobrirem os talentos e riquezas que temos como é Lupicínio. Mais uma vez parabéns! As palavras são poucas para expressarem esta obra! Vida longa o teatro!

  3. Musical 100% nacional e da melhor qualidade, parabéns , emoção e diversão do início ao fim , vale cada minuto.
    Posso dizer que da minha lista dos melhores musicais que assisti os que estão no topo são brasileiros 7 O Musical e Vingança.

  4. Vi três vezes e indiquei a vários amigos que ficaram maravilhados com o musical. Parabéns a montagem ,elenco ,músicos ,tudo !!!

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