home Acervo A VISITA DA VELHA SENHORA – Turnê

A VISITA DA VELHA SENHORA – Turnê

Release

Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford,
Davi Taiyu, Maristela Chelala, Romis Ferreira, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho, Rafael Faustino, Fabio Nassar e Fernando Neves

em

A VISITA DA VELHA SENHORA

De Friedrich Dürrenmatt
Tradução Christine Röhrig
Stage rights by Diogenes Verlag AG Zürich
Adaptação Christine Röhrig, Denise Fraga, Maristela Chelala
Direção Geral Luiz Villaça

Dias 07 e 08 de Abril no Festival de Curitiba

 Clássico do suíço Friedrich Dürrenmatt, escrito em 1956, se mantém atual e apresenta um olhar irônico sobre a fragilidade dos valores morais, da justiça e da esperança

Texto do autor suíço Friedrich Dürrenmatt, A Visita da Velha Senhora se apresenta no Festival de Curitiba sob a direção de Luiz Villaça. A montagem inédita, com Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Davi Taiyu, Maristela Chelala, Romis Ferreira, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino, expõe a fragilidade dos valores morais e da noção de justiça quando a palavra é dinheiro.

Na trama, os cidadãos da cidade de Güllen esperam ansiosos pela chegada da milionária Claire Zachanassian (vivida por Denise Fraga) – que promete salvá-los da falência. No jantar de boas-vindas, Claire impõe uma condição: doa um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e que a abandonou grávida por um casamento de interesse. Ouve-se um clamor de indignação e todos os habitantes de Güllen rejeitam a absurda proposta. Claire, então, decide esperar, hospedando-se com seu séquito no hotel da cidade.

A partir dessa premissa, Friedrich Dürrenmatt nos premia com uma obra-prima da dramaturgia, construindo uma rede de cenas que se entrelaçam, cheias de humor e ironia, onde os personagens vão, pouco a pouco, escancarando a fragilidade humana diante do grande regente de nossas vidas: o dinheiro.

A Visita da Velha Senhora é caracterizada por Dürrenmatt como uma comédia trágica. Seu texto faz uso do humor para a reflexão. Disseca os conflitos morais, as noções de ética, poder e justiça e as sutilezas de suas fronteiras. Até onde pode-se ir por dinheiro? O que significa justiça em nossos tempos? Até que ponto o valor moral da justiça se adequa ao poder econômico? Até que ponto a linha ética se molda ao poder? Até onde nos vendemos? E quanto nos custa a não submissão? Ao longo da história, o público se depara com questões que sempre estiveram em pauta na história da humanidade e que se apresentam agora mais atuais do que nunca.

“Depois de dois anos e meio de A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, e um ano e meio de Galileu Galilei, do mesmo gênio alemão, sou mais uma vez surpreendida pela potente atualidade de um clássico. Não foi por acaso que cheguei a Dürrenmatt. Foi discípulo, bebeu em Brecht. Lá está o mesmo fino humor, a mesma ironia e teatralidade. Dürrenmatt também se faz valer do entretenimento para arrebatar o público para a reflexão”, afirma Denise Fraga.

Na peça Alma Boa de Setsuan, a personagem principal perguntava “como posso ser boa se eu tenho que pagar o aluguel? Como posso ser bom e sobreviver no mundo competitivo em que vivemos? ”. Em Galileu Galilei, o questionamento central era “como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como manter meus ideais comprando meu vinho bom?”. Para Denise Fraga, “encenar a Visita depois de A Alma Boa e Galileu é quase como completar uma trilogia. A trilogia de nosso eterno dilema entre a ética e o ganha pão”.

Em cada uma das peças – Alma Boa, Galileu Galilei e A Visita da Velha Senhora – as relações de poder e os conflitos morais vividos pelos personagens são explícitos. A diferença é que Brecht prefere desconstruir as ilusões de que nos alimentamos e propor uma possível transformação, enquanto Dürrenmatt as mantém vivas e ri delas por serem apenas isso: ilusões, enganos pelos quais lutamos e sempre lutaremos.

A Visita da Velha Senhora conta com direção do cineasta Luiz Villaça, que depois do sucesso de Sem Pensar, de Anya Reiss, e A Descida do Monte Morgan, de Arthur Miller, retorna ao teatro. A montagem ainda conta com a sofisticação dos cenários e figurinos de Ronaldo Fraga, a batuta do maestro Dimi Kireeff na direção musical, o desenho de Luz de Nadja Naira, da Companhia Brasileira de Teatro; Lucia Gayotto, na direção vocal; Keila Bueno, nas coreografias e preparação corporal, e Simone Batata, no visagismo.

“A tragédia do mundo moderno só é passível de representação no palco como comédia. A comédia é a expressão do desespero”.
(Friedrich Dürrenmatt)

Por Denise Fraga
Amo a comédia porque confio no humor e na ironia como um poderoso agente para a reflexão. Só se ri daquilo que se entende. O humor chama o pensamento e, com isso, dá eficácia e prazer à comunicação de uma ideia. É incrível como muitos dos autores tidos como clássicos confiavam nisso, mas estão com a risada do público presa na poeira de suas linhas. É preciso sacudí-las, dar uma escovada, deixá-las voar.

Brecht dizia: divertir para comunicar. Me identifico com isso. Divertir o público e mandá-lo para casa em estado de reflexão é o que tem me garantido a sensação de plenitude com o meu ofício. O sucesso de Alma Boa e Galileu me confirmaram a popularidade de Brecht. Mais da metade de nosso público talvez nunca tivesse ouvido falar dele, mas nem por isso deixaram de ser completamente capturados por sua genialidade.

Esta necessidade de propagar aquilo que me tocou o coração, dar-lhe comunicação e clareza para ver mover no outro o que moveu em mim, se tornou mesmo a grande força motriz de meu trabalho. Tem dado certo. E a cada espetáculo, renovo minha esperança de continuar fazendo o Teatro em que acredito.

Ficha Técnica

Autor: Friedrich Dürrenmatt
Stage rights by Diogenes Verlag AG Zürich
Tradução: Christine Röhrig
Adaptação: Christine Röhrig, Denise Fraga e Maristela Chelala
Direção Geral: Luiz Villaça
Direção de Produção: José Maria
Elenco: Denise Fraga, Tuca Andrade, Fábio Herford, Davi Taiyu, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho, Rafael Faustino, Fabio Nassar e Fernando Neves
Direção de Arte: Ronaldo Fraga
Direção Musical: Dimi Kireeff
Trilha Sonora original: Dimi Kireeff e Rafael Faustino
Desenho de Luz: Nadja Naira
Direção de Movimento: Keila Bueno
Direção Vocal: Lucia Gayotto
Visagismo: Simone Batata
Assistente de Direção: André Dib
Assistente de Produção Musical: Nara Guimarães
Engenheiro de Mixagem: Fernando Gressler
Produção Executiva: Marita Prado
Assistente de Produção: Cristiane Ferreira
Camareira: Maria da Guia
Assistente de Iluminação: Robson Lima
Design de Som: Carlos Henrique
Cenotécnicos: Jeferson Batista de Santana, Edmilson Ferreira da Silva, Douglas Caldas
Assessoria Financeira: Valkíria Góes
Fotografia: Cacá Bernardes
Produção: NIA Teatro
Apoio: Bradesco
Realização: SESI-SP

Serviço

A VISITA DA VELHA SENHORA
TEATRO GUAÍRINHA
Rua 15 de Novembro, 971 – Centro – Curitiba
Informações: (41) 3304.7900

Dias 07 e 08 de Abril

Sábado às 21h; Domingo às 19h

Ingressos: R$ 70

Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 120 minutos
Gênero: comédia trágica

Estreou dia 18 de agosto de 2017 no Teatro do SESI em São Paulo

4 thoughts on “A VISITA DA VELHA SENHORA – Turnê

    1. Olá Tiago, tudo bem?
      Quando você clica no botão Meu Sesi, abre a página para você fazer seu cadastro e reservar os ingressos: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi
      Você deve se cadastrar primeiro.

      Lembrando que ss reservas antecipadas online para as sessões têm início a partir do dia 25 do mês anterior pelo sistema MEU SESI. Para as sessões entre os dias 16 e 3, se iniciarão no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8 horas. Os ingressos remanescentes são distribuídos nos dias do espetáculo, conforme horário de funcionamento da bilheteria.

      Obrigada!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *