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JOCASTA - Morente Forte
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JOCASTA

Release

Débora Duboc

é

JOCASTA
Espetáculo de
Elias Andreato

De volta ao Teatro Eva Herz

Temporada prorrogada até 27 de março

Jocasta faz tudo o que está ao seu alcance para cumprir seus papéis de Rainha, Mulher e Mãe. Este espetáculo é um mergulho na alma dessa mulher na tentativa de perpetuar a sua poesia e apresentar um fragmento amoroso dessa tragédia.
Jocasta, a coadjuvante de uma tragédia alheia, usada pelos deuses para punir o herói, Rei Édipo, seu marido e filho. Jocasta faz tudo o que está ao seu alcance para cumprir com o seu papel de Rainha, Mulher e Mãe. Como Rainha, ela tem que se submeter aos poderes de seu rei. Como Mulher, ela é obrigada a se submeter aos desejos de seu homem. Como Mãe, ela é obrigada a se submeter aos desígnios cruéis dos deuses.
O ponto de vista da mulher reprimida que se redescobre no leito pervertido do filho rejeitado. Um universo feminino particular e abrangente que desvenda a alma dessa mulher tão real, tão vítima e não algoz. Tão íntegra que sai de cena quando descobre a suposta tragédia que protagonizou.
Com profunda sensibilidade, o espetáculo “Jocasta” apresenta com clareza a dor e o sofrimento de uma mulher em busca de si mesma e nos proporciona um novo olhar sobre a tragédia de Sófocles, onde a morte de Jocasta é seu triunfo épico e nos faz ver que se a dor para muitos não é redenção, para Jocasta foi.
Na Mitologia grega, Jocasta representa a mulher desvalorizada, ferida por ser tratada como um objeto desprovido de desejo, em sua luta para resgatar o  mais profundo do seu ser, a feminilidade.
Na tragédia de Sófocles, quando Édipo descobre sua condição de parricida e incestuoso, cega-se. Não suportou ser dado à luz pela luz da terrível verdade. Mas é Jocasta, mãe e mulher do próprio filho que sai da escuridão e ganha voz e luz sendo colocada como personagem central da tragédia para revelar, em seu delírio, sua imensa dor e arrependimento.
O texto faz um dramático retrato da mulher Jocasta, que esgota até a última lágrima de seu martírio, resignada.
Ela era apenas uma mulher que queria ser amada. Uma mulher atrás do prazer e do amor enquanto os homens corriam atrás do poder, num lugar onde o medo imperava e, de fato, se temia a Deus, ou melhor, aos Deuses.
O que se pretende com esse espetáculo é um mergulho na alma dessa mulher tão verdadeira, tão humana e necessitada de amor que ao mergulhar em sua solidão, fazemos as pazes com quem aparentemente, como nos contam as histórias, poderia ser a grande vilã da humanidade.
Os lábios de Jocasta nos dão um discurso justo, íntegro e passional sobre o destino e seus mistérios.
Aqui visitamos os bastidores de uma alma sombria e atormentada, que não se redime, mas se apresenta forte, frágil, iludida, apaixonada, desgraçada e, sozinha se expõe na tentativa de perpetuar a sua poesia. A alma de Jocasta conhece as profundezas da dor. Fala de sentimentos complexos e inesgotáveis traduzidos em gestos que intensificam o silêncio, o delírio humano.
A precisão gestual e interpretativa nos faz reféns da tragédia que nos apresenta. As palavras se agigantam em sua voz e as dores da alma, em sua expressão, nos deixam febris.
Todo este movimento psíquico é trazido à tona para provocar uma interação com o público, despertando profundo interesse e emoção, dando a impressão de se estar frente a frente com a Jocasta que fala de suas feridas e pede por ajuda, causando um impacto emocional que gera reflexão capaz de captar, esclarecer e entender a alma humana.
Que o espectador nunca saia do mesmo jeito que entrou nesse universo particular. Que tudo se modifique, inclusive o olhar.

Ficha Técnica

Texto e Direção: Elias Andreato
Com: Debora Duboc
Música Original: Daniel Maia e Jonatan Harold
Figurino: Fause Haten
Espaço Cênico: Fábio Namatame
Iluminação: Wagner Freire
Diretor Assistente: André Acioli
Logo: Elifas Andreato
Programação Visual: Denise Bacellar
Fotos: Vicente e Lu Costa
Realização: Signorini Produções & Companhia Trimitraco Ltda.

Serviço

JOCASTA

TEATRO EVA HERZ

Livraria Cultura – Conjunto Nacional

Avenida Paulista, 2.073 – Bela Vista

Bilheteria: 3170-4059 / www.teatroevaherz.com.br

Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingos das 12h às 19h. Formas de Pagamento: Dinheiro / Cartões de débito – Visa Electron e Redeshop / Cartões de crédito – Amex, Visa, Mastercard, Dinners e Hipecard. Não aceita cheque.

Vendas: www.ingresso.com e 4003-2330

Quartas e Quintas às 21h

 Ingressos: R$ 40

 

 Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos

  

 Estreou dia 30 de outubro de 2013

 Temporada 2014:

 De 22 de janeiro a 27 de março

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